Sexta-feira 14 de Dezembro de 2018

Avaliação de metais pesados e resíduos de pesticidas em pescado da Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro

A poluição é uma alteração na relação entre os seres vivos, provocada pelo ser humano, que prejudica, direta ou indiretamente, com danos aos recursos naturais como a água e o solo e impedimentos a atividades econômicas como a pesca e a agricultura. Os níveis crescentes de poluição em sistemas aquáticos e seus impactos na biota têm sido amplamente estudados nos últimos anos, em virtude do acelerado crescimento das atividades industriais em áreas costeiras (WIESE et al., 1997). Podemos citar como fontes de contaminação as indústrias de uma maneira geral, mineração, pesticidas utilizados na agricultura e esgotos domésticos. A Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro, localiza-se aproximadamente a 60 km na direção oeste da região metropolitana do Estado, e é uma baía semifechada com um espelho de água de 520 km2. A região da Baía de Sepetiba possui destaque no setor industrial e tradição no setor da pesca artesanal. O amplo desenvolvimento industrial da região pode contribuir para o agravamento da poluição química dos rios locais e da Baía. Historicamente, o uso de agrotóxicos no Brasil aumentou com a expansão e modernização da agricultura nacional. O controle das pragas, que anteriormente era feito por inimigos naturais ou métodos mecânicos, foi substituído pelo uso de compostos químicos. O município de Itaguaí, localizado em torno da Baía de Sepetiba, no passado se destacou em produção agrícola, hoje vem sendo substituído pelo desenvolvimento industrial. Outros contaminantes, como poluentes de origem industrial e da mineração, têm o poder de afetar o ambiente em escala global. A resposta dos ecossistemas naturais à exposição crônica a esse grupo de contaminantes, como metais e agrotóxico, é pouco conhecida. Alguns metais em particular são capazes de se acumularem na coluna d'água atingindo concentrações relativamente elevadas e mesmo tóxicas. A exposição constante de peixes e outros animais aquáticos a substâncias tóxicas lançadas no meio ambiente é capaz de interagir com o organismo vivo causando alterações graves em populações, comunidades ou ecossistemas, dependendo do grau de contaminação e do tempo de exposição. A determinação de metais pesados (elementos minerais denominados de contaminantes inorgânicos) em pescado e derivados é importante, pois responde a vários objetivos dentre os quais o nutricional e o de segurança. Os elementos arsênio, cádmio, chumbo e mercúrio, normalmente presentes em pequenas quantidades (traços), são considerados tóxicos e possuem limites de tolerância que estão relacionados às barreiras técnicas de comercialização deste alimento. A presença dos contaminantes inorgânicos no ambiente pode promover a bioacumulação e/ou a biomagnificação na cadeia alimentar, gerando distúrbios metabólicos nos seres vivos e transformando baixas concentrações em concentrações tóxicas para diferentes espécies da biota e para o próprio homem. Como exemplo, podemos citar os casos de contaminação de mercúrio e cádmio no Japão, alumínio na Inglaterra, arsênio na Índia, entre outros (CODEX, 2006). Tento em vista este cenário a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), órgão vinculado a Secretaria de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca criaram o projeto “Avaliação de Metais Pesados e Resíduos de Pesticidas em Pescado da Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro”, aprovado e financiado pela Faperj. Sendo assim o objetivo deste projeto é determinar contaminantes químicos – pesticidas e minerais, em pescado da Baía de Sepetiba do Estado do Rio de Janeiro, de modo a efetuar um diagnóstico sobre a qualidade e inocuidade destes produtos. Como resultado desta parceria, espera-se um retrato da contaminação dos recursos pesqueiros da região que servirá como subsídios as políticas públicas locais visando à comercialização do pescado seguro e apoio a comunidade pesqueira.

Parcerias: EMBRAPA (proponente); FIPERJ.

Financiamento: FAPERJ


Pesquisadores
  • Sidinéa Cordeiro de Freitas - coordenadora
    Embrapa


  • Antonio Gomes da Cruz Filho
    Fiperj - http://lattes.cnpq.br/7495322521644994


  • Flávia Aline Andrade Calixto
    Fiperj - http://lattes.cnpq.br/2979010455104197


  • Eduardo Machado
    Fiperj


  • Angela Aparecida Lemos Furtado
    Embrapa


  • Maria de Lourdes Mendes de Souza
    Embrapa


  • Marilia Penteado Stephan
    Embrapa


  • Lucia Maria Jaeger de Carvalho
    Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)


  • Izabela Miranda de Castro
    Embrapa


  • Jéssica Botti
    Estagiária - Fiperj


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