Terça-feira 05 de Julho de 2022

Biodiversidade, monitoramento, estratégias de sobrevivência e prospecção de macroalgas extremófilas da Antártica marítima

As macroalgas marinhas estão na base da cadeia alimentar e são responsáveis pela transferência de macro e micronutrientes para outros níveis tróficos. Vale citar como exemplo, que as algas marinhas, por possuírem as enzimas nitrato redutase e nitrito redutase, são responsáveis pela redução do nitrato (forma mais abundante de nitrogênio nas águas marinhas) a nitrito e este a amônio, que serão incorporados aos esqueletos carbônicos para formar os aminoácidos e proteínas. Neste contexto, o presente projeto visa gerar um banco de dados sobre a diversidade de macroalgas associada a indicadores ambientais, avaliação das estratégias de sobrevivência a ambientes antárticos além de abordar a bioprospecção de extratos algáceos, sustentando um estudo multidisciplinar de ecologia sustentável, conservação e potenciais aplicações biotecnológicas de algumas populações de macroalgas. Estes dados poderão auxiliar na elaboração e seleção de parâmetros ambientais mais sensíveis para monitoramento de aguas antárticas, alvo de turismo ainda que controlado, utilizando como ferramentas as técnicas mais avançadas como o DNA Barcoding, Mass Spec high-through put para screening e metabolomica, CG-FID, PAM, ICP-MS e ICP-OES. O conhecimento sobre a diversidade, distribuição, ecofisiologia, biomassa e potencial de bioatividade em macroalgas fornecerá dados fundamentais para a interpretação dos efeitos das mudanças climáticas sobre os ecossistemas antárticos marinhos e suas conexões com a América do Sul. Ainda, a ausência de estudos sobre a mensuração do estado de conservação destas comunidades através de indicadores químicos (p.ex. metais pesados), sobre a bioatividade de compostos extraídos de algas antárticas isoladas biogeograficamente, e as lacunas do conhecimento sobre a taxonomia, diversidade e fisiologia das macroalgas de ecossistema antárticos justificam e ampliam o interesse desta investigação.
A FIPERJ é uma das poucas instituições envolvidas capaz de abordar as macroalgas como recursos pesqueiros e, portanto, com habilidade de auxiliar no seu manejo. O projeto permite a bioprospecção em algas ainda não testadas para a solução de problemas da própria aquicultura. Desta forma, busca-se identificar espécies de algas antárticas com substâncias bioativas (antiparasitária contra Neobenedenia, por exemplo) e conhecer a distribuição desses recursos naturais a fim de avaliar seu potencial uso e contribuir para ações de conservação.

Parcerias: USP (Coordenação do projeto); Fiperj e mais 18 instituições nacionais e internacionais.


Financiamento: MCTI/CNPq/FNDCT – Ação Transversal - Programa Antártico Brasileiro - PROANTAR.


Pesquisadores
  • Beatriz Castelar Duque Estrada
    Fiperj - http://lattes.cnpq.br/4973080003190965


  • Pio Colepicolo Neto
    Pesquisador Coordenador


  • Aline Paternostro Martins


Busca
OK
Seja bem-vindo!

Este é o portal da Fiperj, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento - SEAPPA. A Instituição tem a missão de promover, através de políticas públicas, o desenvolvimento sustentável da aquicultura e da pesca fluminenses.

destaque tabua dos mares
destaque previsao do tempo
atividade pesqueira
e-SIC
Fala BR
Disque-Rio

Sede: Pç. Fonseca Ramos s/nº–Terminal Rodoviário Roberto Silveira, sobreloja–Niterói–RJ. CEP:24030-020 Tel: 2705-0741