Terça-feira 05 de Julho de 2022

Extratos bioativos de algas pardas contra o ectoparasita de peixes tropicais, Neobenedenia sp., em beijupirá (Rachycentron canadum): avanços biotecnológicos na maricultura brasileira

Com o avanço dos estudos biotecnológicos, substâncias bioativas de algas com aplicações diversas têm sido identificadas. Porém, as tecnologias de produção destas espécies não estão consolidadas e a algicultura é incipiente no Brasil. Outra atividade aquícola incipiente no país é a piscicultura marinha. beijupirá (Rachycentron canadum) é uma espécie promissora, mas desafios nutricionais e de sanidade são entraves para sua consolidação. Neste contexto, o ectoparasita Neobenedenia sp. possui destaque por atingir cultivos de peixes em todo o mundo. Os objetivos deste estudo são cultivar algas pardas que sintetizem substâncias com bioatividade antiparasitária e avaliar a efetividade destas substâncias no combate a Neobenedenia sp. Dictyota menstrualis, D. dichotoma e Canistrocarpus cervicornis serão coletadas, aclimatadas e cultivadas em aquicultura multitrófica integrada com beijupirá. O desempenho produtivo das algas será avaliado através da taxa de crescimento diário, da produtividade e do rendimento fotossintético máximo (Fv/Fm). A biomassa produzida será submetida a extrações de diferentes polaridades para obtenção de metabólitos de diferentes classes químicas. Os extratos serão analisados quanto às suas composições químicas e seus resíduos serão analisados quanto à composição centesimal, aminoácidos e ácidos graxos visando seu aproveitamento como ingrediente alternativo para rações. A toxicidade aguda dos extratos será avaliada em adultos de Neobenedenia sp. e o efeito dos mesmos será avaliado no ciclo de vida do parasita. Juvenis de beijupirá serão alimentados com dietas contendo diferentes proporções do extrato de maior efetividade contra Neobenedenia sp., avaliados quanto ao desempenho zootécnico, à histologia intestinal, às variáveis hematológicas e aos parâmetros fisiológicos. Posteriormente, os animais alimentados com a dieta mais efetiva e os do controle serão submetidos ao teste de desafio de contágio com o ectoparasita.

Parcerias: UFF; JBRJ; FIPERJ; UFRJ; USP; UFPA.

Financiamento: FAPERJ e CNPq.


Pesquisadores
  • Beatriz Castelar
    FIPERJ - Pesquisadora Coordenadora


  • Wanessa Costa
    FIPERJ


  • Marcelo Pontes
    FIPERJ


  • Gisele Eler
    FIPERJ


  • Felipe Landuci
    FIPERJ


  • Rodrigo Takata
    FIPERJ


  • Flávia Aline Andrade Calixto
    FIPERJ


  • Renata Reis


  • Ricardo Moreira Chaloub


  • Sérgio Carmona de São Clemente


  • Elmiro Rosendo do Nascimento


  • Pio Colepicolo Neto


  • Aline Paternostro Martins


  • Daniel Abreu Vasconcelos Campelo


  • Kate Hutson


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