Sexta-feira 14 de Dezembro de 2018

Monitoramento da qualidade do efluente e da condição sanitária de tilápias (Oreochromis niloticus) cultivadas em sistemas semi-intensivos na Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul

A expansão da aquicultura continental, aliada à falta de medidas de controle e mitigação dos efluentes gerados, pode promover significativo impacto ambiental. Este impacto está associado à intensa produção de fertilizantes, principalmente nitrogênio e fósforo, oriundos de resíduos de ração, excretas dos peixes e outros resíduos de matéria orgânica, produzidos e inseridos nos sistemas de cultivo, que causam a eutrofização do ambiente aquático pelo aumento da produtividade primária, inclusive de cianobactérias, que reduzem a qualidade de água e a condição sanitária dos organismos aquáticos produzidos. Os órgãos ambientais brasileiros, tanto o federal quanto os estaduais, através de seus conselhos de meio ambiente (CONAMA e CONEMA) definem em suas legislações os parâmetros ambientais bióticos e abióticos mínimos de qualidade de água para os efluentes gerados pela aquicultura continental para fins de legalização ambiental, e recentemente o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro - INEA determinou através da publicação da Norma Operacional Técnica nº 04 da CONEMA 49 de 2013 para o licenciamento ambiental da aquicultura continental, além do atendimento às CONAMA nº 357 e nº 430, a necessidade de utilização de medidas mitigatórias e tratamento eficiente dos efluentes das aquiculturas, indicando o uso de manejo ecológico com macrófitas e peixes. O objetivo do presente projeto é monitorar a qualidade da água do efluente em viveiros de 30 tilapiculturas sobre os parâmetros ambientais determinados pela legislação, e a condição sanitária dos peixes (tilápia nilótica – Oreochromis niloticus) cultivados nestes viveiros em sistema semi-intensivo na Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul, em municípios localizados nas regiões geopolíticas do Médio Paraíba do estado do Rio de Janeiro (Rio das Flores, Valença, Barra do Piraí, Piraí, Pinheiral e Rio Claro), correlacionando os parâmetros físicos químicos e biológicos analisados com o inventário parasitológico de tricodinídeos das cinco amostras de peixes coletadas no ambiente aquático estudado, através da técnica de raspagem do muco das brânquias e superfície corporal dos peixes, para análise de esfregaço de muco, nos períodos de inverno (baixa produtividade) e verão (alta produtividade), verificando também os possíveis achados patológicos da infestação por tricodinídeos nos peixes coletados.

Parcerias: UFJF (Coordenação do projeto); FIPERJ.

Financiamento: PGECOL e Laboratório de Ecologia Aquática (UFJF); FIPERJ.


Pesquisadores
  • Ive Santos Muzitano
    FIPERJ


  • Jacqueline Cristina Xavier
    FIPERJ


  • Elen Juliana Furtado


  • Maria Dalva Ribas
    FIPERJ


  • Márcia Rocha Silva
    FIPERJ


  • Roberto Junio Dias


  • Nathan Barros


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