:: Ranicultura  ::
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O Estado do Rio de Janeiro foi o pioneiro na criação de rãs em cativeiro. A atividade teve início na década de 30, quando um técnico canadense trouxe cerca de 300 casais de Rã-Touro Americana (Rana catesbeiana) para o país. Somente na década de 70 as pesquisas para o aprimoramento da atividade ganharam maior importância, o que culminou com o grande aparecimento de criatórios espalhados pelo território nacional, principalmente na década de 80.

Rã-Touro - Reprodutor Fêmea

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No início dos anos 90 a maior parte dos ranicultores que tinham investido seu capital na ranicultura obteve insucesso. Este fato se deu não só pela enorme mortalidade apresentada pelos animais nas fases de girino e adulta, como também pelas deficiências nutricionais nos animais, visto que até os dias atuais não são conhecidas as necessidades nutricionais diárias da Rã-Touro Americana. Vale lembrar, entretanto, que apesar do número de ranários ser muito menor na década de 90, a produção apresentada por estes era superior àquela da década anterior. O que aconteceu e o que continua a ser o retrato da atividade, é que os ranicultores são responsáveis pela maioria das adaptações zootécnicas que levam ao sucesso da atividade e garantia de produção, não esperando pelas pesquisas que poderiam encurtar este longo caminho de aprendizado, que deixa um rastro de perda econômica irreparável, além de levar descrédito à ranicultura. 
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Sistema Alagado  - Engorda de rãs

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais, ficando atrás apenas da Indonésia e regiões circunvizinhas, embora saibamos que nestes lugares as rãs são criadas de forma extensiva, mais comumente nos campos de arroz, onde não se tem o controle dos fatores de produção, que garantem a qualidade do produto final.

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A rã é um animal pecilotérmico, que necessita de calor externo para manter suas atividades metabólicas. Dentro deste contexto temos que o meio ambiente em que ela vive está diretamente relacionado com seu modo de vida. Por isso sua criação em algumas regiões do Brasil se tornou viável do ponto de vista econômico, fato este que no seu local de origem demandaria grande investimento. O nosso estado reúne as características mais importantes para sua perfeita adaptação, pois possui água de boa qualidade e em abundância, além do mais, as temperaturas médias estão próximas àquela de conforto para a rã, ou seja, 27 ºC. A umidade relativa do ar e os índices de luminosidade e pluviométrico, também estão de acordo com os valores requeridos para que haja reprodução dos animais ao longo do ano. De acordo com levantamento realizado pela EMATER-RJ no ano de 1999, o Estado do Rio de Janeiro possui 99 ranários com produção total anual de 117.000 kg. Este valor é apenas 30% do que poderia ser produzido pela capacidade instalada, mas devido aos problemas anteriormente citados, os ranicultores não conseguem otimizar sua produção. Este fator também contribui para o elevado preço da carne de rã no varejo.
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Estudos na área de nutrição de rãs são elementos-chave para que possamos desenvolver uma alimentação balanceada afim de se obter o máximo do potencial genético dos animais para a produção. A ração utilizada na prática é própria para peixes tropicais e carnívoros, sendo menos adequada aos níveis de exigência nutricional das rãs. Acreditamos que o desenvolvimento de uma alimentação ideal para estes animais irá propiciar crescimento mais rápido e conseqüentemente maior quantidade de safras ao ano, além de animais mais sadios e mais resistentes às enfermidades. 
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No aspecto sanitário alguns estudos relacionados aos agentes causadores das doenças mais comuns nos ranários comerciais já foram desenvolvidos pelas principais entidades de pesquisa e apoio à ranicultura no país. Apesar destes esforços, sabemos que eles são insuficientes para a elucidação de todos os processos patológicos que acometem as rãs e muitas vezes estas entidades se limitam ao estudo em nível acadêmico, não trazendo uma solução imediata ou em longo prazo para o produtor.

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Pensando nisso a FIPERJ, vinculada a Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior, está destinando uma área da EAAPM para desenvolvimento de pesquisa em nutrição e patologia em conjunto com outros Centros de Pesquisas, associações e cooperativas de produtores do Rio de Janeiro, esperando assim contribuir para o crescimento desta atividade no Estado do Rio de Janeiro.

Sistema Anfigranja  - Engorda de rãs

:: Sistema de Produção 
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Produção de Girinos (Girinagem - 3 meses) 
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::Tanques em Alvenaria » Internos 
T  anques em Alvenaria » Externos
::Tanques de Terra » Externos (podem ou não receberem forração com lona).
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Produção de Imagos e Rãs (Fase de Engorda - 3 meses). 
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:: Ranabox (Sistema vertical de criação). 
:: Confinamento (Desenvolvido na Universidade Federal de Uberlândia).
:: Anfrigranja (Desenvolvido na Universidade Federal de Viçosa).
:: Tanque-Ilha (Um dos primeiros sistemas). 
:: Gaiolas (Desenvolvido no Instituto de Pesca de São Paulo). 
:: Estufa (Desenvolvido no Instituto de Pesca de São Paulo).
:: Alagado (Desenvolvido em Taiwan).
:: Semi-Alagado (Adaptação do sistema alagado).

«topo»

:: FIPERJ - Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro ::
Desenvolvido pela Unidade de Controle da Produção - UCPr