Domingo 20 de Agosto de 2017

Aquicultura / Maricultura

A Maricultura envolve várias etapas: pesquisa básica, laboratórios de produção de formas jovens, extensão, beneficiamento, comercialização e transporte. Portanto, para o desenvolvimento da maricultura, torna-se necessário o repasse desta tecnologia às comunidades pesqueiras, resultando no benefício sócio-econômico e o resgate da cultura caiçara.

O Estado do Rio de Janeiro é geograficamente privilegiado possuindo o terceiro maior litoral, recortado por baías, enseadas, lagoas costeiras, estuários e manguezais, que criam ecossistemas de grande produtividade, propícios à maricultura.

A Fiperj desenvolve trabalhos em parceria com as prefeituras municipais, Órgãos Estaduais, Ministério da Pesca e produtores privados para o fomento desta atividade, participando efetivamente de todas as etapas de produção da maricultura, desde a capacitação dos pescadores nesta nova atividade, passando pela assistência técnica aos produtores, além da pesquisa em suas estações.

É importante destacar, que a pesca marinha não é uma fonte inesgotável de recursos, ao contrário da demanda por esses produtos. Devido ao crescimento da população e mudanças nos hábitos alimentares, o preço do pescado, vem aumentando continuamente, afastando uma parcela significativa de consumidores, dessa excelente fonte de proteína animal. Essa tendência poderá ser revertida com fornecimento regular de produtos de qualidade, provenientes da maricultura.

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Sistemas de criação

O sistema de criação é do tipo "long-line", que consiste basicamente, de um cabo mestre mantido na superfície por flutuadores. Esta estrutura é fundeada através de poitas de concreto, âncoras ou garateias. Amarradas ao cabo mestre, as cordas (mexilhões) ou lanternas japonesas (ostras e vieiras) são as estruturas utilizadas para a engorda dos animais. Nessas estruturas, os animais se desenvolvem até alcançar o tamanho comercial. Este é um sistema de cultivo que permite o crescimento dos animais na coluna d'água, sem contato com o substrato marinho, desta forma os animais ficam menos suscetíveis ao ataque de predadores e parasitas. No cultivo de moluscos bivalves o manejo é indispensável para uma boa produtividade, e os intervalos desse manejo (repicagem, limpeza das estruturas, limpeza dos animais) variam conforme a espécie cultivada.

Atualmente existem cultivos experimentais de peixes marinhos, que tem a espécie Bijuirá (Rachycentron canadum) a mais estudada em sistema de gaiolas flutuantes.

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Seleção das áreas de cultivo

Para se selecionar uma área para implantação de fazendas marinhas deve-se levar em consideração alguns fatores primordiais como as condições ecológicas para o cultivo (temperatura, salinidade, intensidade luminosa, oxigênio dissolvido, turbidez), os fatores bióticos que podem influenciar na produção (produtividade primária, ocorrência de marés vermelhas, organismos competidores, parasitas e predadores).

Além destes fatores outros muito importantes devem ser considerados, tais como, profundidade, isenção de fontes poluidoras, concordância com as normas de segurança na navegação, evitar conflitos de uso (atividade pesqueira e turística), perspectiva de intervenção antrópica e as vias e condições de acesso.

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Espécies mais cultivadas no Rio de Janeiro
Coquille Sant’Jacques, Vieira (Nodipecten nodosus)

Distribuída em águas tropicais e subtropicais, é o maior pectenídeo brasileiro (>150mm). Espécies de hábito bentônico com grande sensibilidade a variação de salinidade e temperatura. O crescimento até a fase comercial varia de 12 a 16 meses.

Mexilhão (Perna perna)

A espécie Perna perna é o maior mitilídeo cultivado no Brasil podendo sua valva atingir até 140 mm de comprimento. Popularmente recebe vários nomes, como mexilhão, marisco das pedras, ostra de pobre, marisco preto, etc. Espécie que se fixa a costões rochosos na faixa da variação de maré. Seu cultivo pode variar de 8 a 10 meses de acordo com a produtividade do local.

Ostras do Mangue (Crassostrea rhizophorae)

Espécie com características estuarinas que se fixam nas raízes de mangue. Suportam variedade de salinidade e amplitude de maré.

Ostra do Gigante do Pacífico (Crassostrea gigas)

Espécie exótica do Oceano Pacífico também conhecida como ostra japonesa, não suporta grandes variações de temperatura nem de salinidade. Bem adaptada em algumas regiões do Estado.

Algas (Kappaphycus Alvarezzi)

Atualmente é uma das espécies mais cultivadas no mundo e com grande interesse econômico devido à produção de carragena (Substância utilizada em diversos segmentos da indústria de cosméticos, alimentícia, farmacêutica entre outras). Esta espécie alga foi liberada para cultivo no litoral dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo através da Instrução Normativa número 185, de 22 de julho de 2008. Podendo ser cultivada, exclusivamente, na área compreendida entre a Baia de Sepetiba (RJ) e a Ilha Bela (SP).

Bijupirá (Rachycentron Canadum)

Peixe cosmopolita, encontrado em diversas partes do mundo nas faixas tropicais, com grande potencial zootécnico, apresenta boas taxas de crescimento e de conversão alimentar, boa resistência a variações nas condições ambientais. Tem seu cultivo ainda de forma experimental no Estado do Rio de Janeiro.

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Este é o portal da Fiperj, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca. A instituição tem a missão de promover, através de políticas públicas, o desenvolvimento sustentável da aquicultura e da pesca fluminenses.

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