Sábado 16 de Dezembro de 2017

Pesca
Pesca Marinha
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A pesca no Estado do Rio de Janeiro

O Estado do Rio de Janeiro tem um litoral de aproximadamente 635 Km de extensão, tendo a desembocadura do Rio Itabapoana como limite ao norte, divisa com o Estado do Espírito Santo, e a Ponta de Trindade, no extremo sul, na divisa com o Estado de São Paulo.

No litoral encontram-se 25 municípios: São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, Campos dos Goytacazes, Quissamã, Carapebus, Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Cabo Frio, Armação de Búzios, Arraial do Cabo, Araruama, Saquarema, Maricá, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty. Somando a esses municípios, encontram-se mais dois pertencentes ao sistema lagunar de Araruama onde se realiza a pesca artesanal: Iguaba Grande e São Pedro d'Aldeia.

O Estado do Rio de Janeiro, que já ocupou o primeiro lugar na produção referente à pesca extrativa marinha brasileira, hoje encontra-se em quarto lugar atrás de Santa Catarina, Pará e Bahia (MPA, 2009). A frota pesqueira que atua no litoral do Estado é composta por embarcações de pequena, média e grande escala, com origem no próprio Estado e também do Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina. Cada embarcação fluminense é vinculada a uma das 25 colônias de pescadores, ou são associadas ao Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro.

Os principais portos pesqueiros fluminenses são Niterói, São Gonçalo, Angra dos Reis e Cabo Frio. Na Região Metropolitana, a partir da desativação do Terminal Pesqueiro da Praça XV, em 1991, os desembarques se pulverizaram pelo entorno da Baía de Guanabara, e estima-se que exista mais de 40 pontos, o que dificulta a obtenção de dados de produção.

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O que é mar territorial

Em 1970, o decreto baixado pelo presidente Médici, estendeu o limite territorial de 12 para 200 milhas náuticas. Mas, 23 anos depois, a lei foi sancionada pelo presidente Itamar Franco que fez o limite retornar para as 12 milhas iniciais. Com base em acordos internacionais, as 188 milhas restantes foram transformadas em Zona Econômica Exclusiva (ZEE), região sobre a qual os estados costeiros têm "direitos de soberania" para a exploração e a gestão dos recursos naturais.

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As principais artes de pesca

A frota pesqueira costeira e oceânica se utiliza de uma diversidade de artes de pesca para explotar os recursos pelágicos e demersais:

Arrasto de fundo:
Nessa modalidade é usada uma rede cônica, presa à duas estruturas que mantém a rede aberta no fundo, chamadas "portas", e tracionadas por uma embarcação. Pode ser usado na captura de camarões, peixe-sapo, pescadas, linguado, trilha, raias, entre outras espécies.

Cerco:
Consiste em uma grande rede liberada do barco principal, e com a ajuda de uma embarcação auxiliar, conhecida como "panga", é feito o cerco do cardume de peixes pelágicos, fechando a rede. É utilizada para a captura de sardinhas, xerelete/carapau, galo, cavalinha.

Emalhe:
É uma rede extensa, presa à bóias que marcam sua localização, atuando de forma passiva. Pode ser fixa ou ficar à deriva, na superfície ou no fundo. É utilizada para a captura de corvina, peixe-sapo, peruá, anchova, bonito.

Espinhel:
Em uma linha principal são presas linhas secundárias espaçadas, com anzóis nas pontas. Essa arte de pesca atua de forma passiva, com as iscas atraindo os peixes. O espinhel pode ser vertical ou horizontal, de fundo, meia-água ou superfície. É utilizado para a captura de atuns e afins, cações, dourado, namorado, pargo.

Linha de mão:
Uma série de linhas independentes entre si são lançadas da embarcação, com um anzól na extremidade. A isca pode ser viva ou não. É utilizada para a captura de dourado, atuns e afins.

Vara e isca-viva:
Embarcações chamadas "atuneiras" capturam espécies de pequenos pelágicos, como as sardinhas, para usarem como isca-viva. Elas são mantidas em tinas até a chegada dos locais de pesca de bonitos. Cada pescador se utiliza de uma vara com um anzol na extremidade. As iscas-vivas são lançadas na água para a captura dos cardumes com as varas.

Armadilhas:
Estruturas chamadas de armadilhas, covos ou potes são lançadas ao fundo do mar, atuando de forma passiva. São utilizadas para a captura de caranguejos, polvos, lagostas.

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