Domingo 22 de Outubro de 2017

Aquicultura / Piscicultura

Mundialmente, a piscicultura assume importância cada vez maior na produção de alimentos, com uma taxa de crescimento de 10% ao ano. A produção de peixes vem sendo desenvolvida em diversos países como a China, Índia, Equador, Chile dentre outros. No Brasil e no Estado do Rio de Janeiro é ainda uma atividade recente, porém o Estado apresenta grandes potencialidades para a produção de peixes devido a suas condições geográficas, de clima favorável e grande potencial hídrico como: rios, lagoas, reservatórios e açudes. A piscicultura é uma alternativa agropecuária com excelente perspectiva de desenvolvimento e retorno econômico otimizando os recursos da propriedade.

As técnicas de manejo em piscicultura apoiada as inovações tecnologias, elevam a produtividade incrementando a renda do produtor rural. A Fiperj, cumprindo sua função institucional, e em parcerias com Governo Federal, Estadual, Prefeituras Municipais, Universidades e representantes da sociedade civil organizada, participa ativamente do crescimento do setor através da capacitação, intercâmbios e assistência técnica continuada, fomento e organização da cadeia produtiva e soluções ambientais como a elaboração dos projetos técnicos necessários ao processo de licenciamento e em sintonia com os programas existentes vem construindo políticas públicas favoráveis ao desenvolvimento da atividade de forma sustentável em nosso Estado. É importante destacar, que a pesca extrativa está estagnada com tendências de declínio o que influi diretamente nos custos de captura. O crescimento da população e mudanças nos hábitos alimentares aumenta o consumo de pescado que é excelente fonte de proteína animal, nesse cenário a aquicultura desponta como a principal atividade capaz de suprir essa demanda.

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Sistemas de produção para piscicultura
Extensivo

Baseia-se no aproveitamento de lagos e açudes já construídos.

Semi-intensivo

Viveiros escavados ou revestidos devem ter controle de entrada e saída de água. A adubação pode ser orgânica e inorgânica, com a utilização de subprodutos e ração na alimentação.

Intensivo

Viveiros escavados, revestidos, tanques alvenaria ou concreto, ter controle de entrada e saída de água e utilização de ração balanceada, manejo técnico especializado e equipamentos que incrementem a produção, aumento significativo da densidade e a biomassa dos peixes.

Superintensivo

O método aplicado pode ser do tipo raceway, tanques redes ou gaiolas. É necessário avaliar a capacidade de suporte do corpo hídrico, para que a alimentação seja exclusivamente com ração balanceada, espécie específica de alto valor nutricional, manejo técnico especializado, equipamentos que incrementem a produção, aumento significativo da densidade e a biomassa dos peixes. Os tanques redes e gaiolas são uma ótima alternativa para produção de tilápias em reservatórios de água ou açudes.

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Cuidados básicos
  • Avaliação e Projeto Técnico antes de iniciar a atividade;
  • Licenciamento Ambiental;
  • Água com qualidade e quantidade;
  • Pelo menos, 1L/s para 1000m² de viveiro escavado;
  • Análise dos parâmetros físicos e químicos importantes na rotina da piscicultura;
  • Temperatura adequada à espécie cultivada;
  • Ph - Neutro, com variação de 6,5 a 8;
  • Oxigênio dissolvido de 5 a 8 mg/litro e;
  • Alcalinidade e Dureza –entre 20 mg e 200mg /litro.
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Espécies mais cultivadas no Rio de Janeiro
  • Tilápia do Nilo e seus híbridos;
  • Tambaqui;
  • Pacu;
  • Piarapitinga;
  • Híbridos - Tambacu;
  • Matrinchã.
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Este é o portal da Fiperj, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca. A instituição tem a missão de promover, através de políticas públicas, o desenvolvimento sustentável da aquicultura e da pesca fluminenses.

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